Educação e a Imigração

Foto:Culturartepolonesa.
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História da Educação na Colônia Dom Pedro II

     

    A Colônia Dom Pedro II, por ser um núcleo menor e mais distante da capital da província a 15 km, o governo não oferecia o apoio necessário aos imigrantes, conforme determinado nas politicas de imigração, que em cada Núcleo Colonial haveria uma Escola, segundo (Ales Sikora, 2014).

       Os Imigrantes de outras colônias se organizavam em sociedades agrícolas, sociedades escolas, porém na Colônia Dom Pedro II, não havia nenhum órgão de representação e mesmo que os poloneses necessitassem de apoio religioso e na educação as instituições de ensino não existiam e as do Governo eram muito restritas, era o inicio da colonização dos povoados nos arredores da cidade de Curitiba.

    O Governo da Província do Paraná, desde a emancipação política, em 1853, contava com um número muito restrito de escolas. particulares de Primeiras Letras, que eram distribuídas entre cidades, vilas e povoados (Oliveira, 1986), como era o caso da escola de Jerônimo Durski na Colônia Orleans (1890) e da  escola de Jacub Niemiec (1876), localizada na Colônia Dom Pedro II.

     1ª Escola Étnica para imigrantes - Casa de Troncos (1875):Museu

    Era uma Escola particular étnica, onde o Professor era um imigrante, Sr. Jacub Niemiec, letrado, ensinava os alunos em sua residencia através do ensino silábico básico onde os filhos dos primeiros imigrantes estudavam. As famílias eram poucas, mas possuíam muitos filhos. Esta escola se tornou a primeira escola particular do município de Campo Largo e funcionou até 1908 quando da chegada das primeiras Irmãs.

   No inicio do século XX, várias reivindicações foram feitas pelos colonos imigrantes ao Governo da Província/Estado do Paraná, solicitando professores. E sem resultados positivos, os colonos se organizaram e enviaram um abaixo assinado para Polônia, solicitando a vinda de Freiras, Irmãs Religiosas para atender os imigrantes desta Colônia. As Irmãs da Sagrada Família chegaram a esta Colônia em 1908.

    1ª Escola particular Étnica  - Colônia Dom Pedro II

   Para isso foi construída a 1ª Escola particular étnica, na localidade de Dom Pedro de Baixo, pela comunidade. A partir disso os filhos de imigrantes frequentavam as aulas e a catequese. E seus pais realizavam algumas atividades religiosas e quermesses para dar apoio à Escola (LIVRO TOMBO DA COLÔNIA DOM PEDRO II, 1876). Os imigrantes poloneses em seu processo escolar étnico, estavam sob a coordenação vinculada com a Igreja pelos padres missionários da Congregação de São Vicente de Paulo, juntamente com a congregação das Irmãs da Sagrada Família (...) oriundas da Polônia  (Wachovicz, 1970).

    A partir da Primeira Guerra Mundial, (1912/1916) o Governo iniciou um processo de nacionalização preventiva, abrindo escolas públicas perto das étnicas e agia com mais restrição a partir do final da década de vinte (Kreutz, 1994).  A Lei Estadual 2.157 de 1922,  estabelecia que todo o ensino nas escolas em colônias das imigrações, fosse em vernáculo, com exceção do ensino de língua estrangeira,  sujeitando-se à inspeção escolar (Wachowicz, 1970).  E em 1938/39, momento da Nacionalização Compulsória do ensino, o Governo determinava que as escolas étnicas fossem fechadas ou transformadas em escolas públicas em área de colonização estrangeira e o material usado fosse em português (Kreutz, 1994).

     No período 1938 a escola étnica polonesa – Casa Escolar das Irmãs da Sagrada Família, foi registrada na Secretaria do Estado do Paraná, como Escola Isolada da Colônia Dom Pedro II – Campo Largo, transformada como escola pública e os professores passaram e ser remunerados pelo Governo Municipal e do Estado e as aulas ministradas de 1ª a 4ª série pelas Irmãs.

     Escola Isolada de Dom Pedro II - Pública 

     Em 28 de agosto de 1946 foi inaugurada a nova escola pública que continuou com o nome de Escola Isolada de Dom Pedro II, na época do  Pe. Silvestre Kandora. Era mais ampla e se localizava no lugar do atual Colégio e as Irmãs  passaram a ministrar aulas de 1ª a 4ª série (L. Tombo, Dom Pedro II).

     E em 30 de agosto de 1966, a Escola Isolada de Dom Pedro II, foi elevada a categoria de Casa Escolar Dom Pedro II, sob o Decreto Governamental de Nº 2556 de ensino de Primeiro Grau, atendendo alunos de 1ª à  8ª série. Em 1973, foi implantada a Reforma de Ensino pela Lei 5.692/71, segundo o Parecer 138/74. E em 1974 foi autorizado o funcionamento de 5ª à  8ª série do 1º Grau.

    Em 26 de outubro de 1976 a Escola passou a denominar-se Escola Dom Pedro II-Ensino de Primeiro Grau, sob o Decreto 2431, Resolução de Nº 1160/76 pertencente ao complexo Pe. Anchieta de Campo Largo. E na mesma data a Escola Estadual Dom Pedro II, passou atender os alunos de 1ª à 8ª série com uma única administração, teve o seu reconhecimento do Curso de 5ª a 8ª série através da Resolução  Nº 2747  de 24/11/81.

 

     Ensino Médio - Colônia Dom Pedro II

    Em 06 de janeiro de 1998 conforme o Parecer Nº 2548/97 foi reconhecido o Ensino Médio pela Resolução 05/98 do Diário Oficial de 22/01/98 com autorização de funcionamento e a partir de 1998 este estabelecimento passou a denominar-se de Colégio Estadual Dom Pedro II/Campo Largo/PR.

   As Irmãs buscando ampliar a qualidade de ensino, para tanto no dia 02 de outubro de 2002 foi aprovada a Resolução de Reconhecimento do Ensino Médio pelo Parecer 860/2002. A partir disso a Escola passou a funcionar em dois períodos, pela manhã como Ensino Médio e à tarde como Ensino Fundamental.

 

Pesquisa Publicada na Revista. SIKORA, Mafalda Ales. Centenário das Irmãs da Sagrada Família - Colônia Dom Pedro II 1908/2008. Campo Largo PR: Gráfica Pema, 2008.  

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