Imigração Polonesa
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Emigração Polonesa  ao Paraná

         A emigração polonesa ao Paraná foi realizada entre o final do século XIX e início do século XX, segundo Stawinski (1976) e Wachowicz (1970),  foram desencadeadas por vários fatores. Entretanto, essas questões constituíam-se nas crises sociais, políticas e econômicas dos territórios dominados na Polônia, transformando-se em fatores desencadeantes dos movimentos imigratórios para o Brasil e ao Paraná.

     O  movimento imigratório ao Paraná foi condicionado às políticas imigratórias e à propaganda das políticas de terras e colonização do governo brasileiro. Após a instituição da Lei nº 601/1850 de terras, o governo estimulou a emigração e ofereceu benefícios como, a concessão de contrato de terra (a ser pago em 6 anos), habitação, ferramentas e sementes (WACHOWICZ, 1970 ).

      A vinda dos poloneses ao Paraná se realizou em várias fases. A primeira ocorreu entre 1869 e 1870 por um grupo de poloneses de Santa Catarina vindos ao Paraná e fundaram a Colônia Pilarzinho. As demais fases tiveram o apoio de Edmund Wós Saporski que atuava como mediador na imigração, segundo Wachowicz (1976). E no Paraná, durante o Governo Adolfo Lamenha Lins (1875-1878), o projeto de colonização originou várias colônias de imigrantes europeus no entorno de Curitiba, conforme a tabela 01.

 

Tabela 01 - Colônias de Imigrantes instituídas no Município de Curitiba – 1876

 ARGELINA (Bacacherry)     1869

VENÂNCIO                             1870

PILARZINHO                         1871

ABRANCHES                         1875

SANTA CÂNDIDA                  1875

ORLEANS                              1875

DOM AUGUSTO                     1876

TOMÁZ COELHO                   1876

LAMENHA                             1876

SANTO INACIO                      1876

REVIERE                                1876

DOM PEDRO                          1876

Fonte: Adaptado de Wachowicz (1976) e do Arquivo Público do Paraná (1876). (Doc. manuscrito).

 

        Na década de 1880, o movimento migratório fluiu de forma lenta, fato que trouxe preocupação ao governo brasileiro e às perspectivas de colonização que não progrediam. Diante do lento movimento migratório e do processo de colonização, a emigração foi estimulada pelas políticas de terras, convênios com as empresas de navegação e contratos com os governos de outros países. A fase da emigração, entre 1890 até 1914, teve a entrada de maior número de emigrantes vindos da Polônia, chamada de "Febre Brasileira". Os imigrantes de outros grupos étnicos fizeram parte dessa fase.

      Segundo Kawka (1980), de acordo com as estatísticas, a emigração de poloneses ao Brasil no período entre o final do século XIX e início do século XX atingiu um número considerável em torno de 120 mil de poloneses no Brasil e 95% estabeleceram-se no Paraná, nas várias colônias na região de Curitiba e do interior. Em menor quantidade, rumaram para o interior das Províncias (Estados) do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (GOVERNO DO PARANÁ, 1989; FERREIRA, 1996).

 

Conteúdo extraído da Dissertação de Mestrado. No uso de conteúdos (citações em estudos e pesquisas), favor referenciar os Autores, sob consulta.  

Link para Dissertação : Link -  CT_PPGTE_M_Sikora, Mafalda Ales_2014.pdf

 
Referencia

SIKORA, Mafalda Ales. As políticas de imigração no Brasil nos séculos XIX e XX e o desenvolvimento de territórios: Estudo de Caso da Colônia Dom Pedro II - (Campo Largo – Paraná) 2014. 210 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia) – Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2014,     

Publicação e fotos de: Mafalda Ales Sikora

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